Por Falar Em Alemanha…………….

Arne Weinberg  Ele não está para brincadeira: Arne Weinberg

Há muito mais em matéria de música eletrônica em domínios teutônicos do que pressupõe as filosofias de ‘Gigolos’ e ‘B-Pitch Controls’. A cena alemã não parou no tempo, nem se resume ao hype que tem decorado as capas de revista nos últimos anos. Da mesma forma que um dia floresceu a música de artistas como Moritz Von Oswald, Mark Ernestus e cia. ltda, existem hoje em dia núcleos respeitáveis que passam longe dos holofotes do glamour e da obviedade (com todo o respeito).

Criado na região Sul da Alemanha, Arne Weinberg se beneficiou da eclética bagagem musical de sua mãe e desde cedo mostrou sede de conhecimento, do Hip Hop ao Death Metal. Foi aos 21 anos que teve o seu primeiro contato com o Techno e a cultura de Disc Jockey.

Conquistou uma residência em um clube em Tuebingen chamado Depot durante cinco anos na seqüência, teve a oportunidade de conhecer artistas como Fabrice Lig e Pacou, mas até aí, essa é uma história que se repetiu incontáveis vezes e não parece em princípio ser suficiente para explicar o emergir de um grande talento como o dele.

Contudo, a sua paixão prematura pelo lado atmosférico, profundo e emotivo do Techno derivado diretamente de sua raiz principal, Detroit, surge como uma explicação plausível para o seu desenvolvimento enquanto artista. Será que o ‘desenvolvimento’ existe efetivamente? Fica aberta a questão; de qualquer forma, Arne Weinberg fez uso do seu conhecimento musical e se aventurou na produção, primeiramente com o uso exclusivo de softwares. Sentiu que para ele seria insuficiente, e percebeu que equipamentos eletrônicos seriam necessários. Foi atrás, e de posse deles, lançou em 2001 pelo selo Propaganda, de Frankfurt, seu primeiro single, ‘Through The Colonnades‘, que já de cara conquistou o direito de fazer parte dos charts de importantes DJs como Laurent Garnier.

O seu direcionamento a uma perspectiva cada vez mais deep, explorando atmosferas e melodias, lhe rendeu lançamentos em conceituados selos como Down Low Music, Technoir Audio (por onde lança Shawn Rudiman), Headspace Recordings (UK) e Starbaby.

O caminho natural foi lançar em 2004 o seu próprio selo, AW-Recordings, dedicado a uma proposta musical denominada ‘Soul Electronic Music’, bem conhecida dos Detroit Heads, algo como ‘Música Eletrônica de Alma’. Isso significa uma perspectiva de mente aberta, não aplicável a um único gênero, mas a vários. O seu álbum de 2007 pelo referido selo, ‘Path Of The Gods‘, é uma das jóias do ano passado.  

Se eu fosse você, ficaria atento não aos seus lançamentos, mas aos do seu selo que incluem produções de um jovem francês chamado Erell Ranson de quem falaremos em breve por aqui……………..

 Links:

. http://www.arneweinberg.de

. http://www.myspace.com/arne_weinberg

. http://www.myspace.com/awrecordings


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